
NOSSA HISTÓRIA E FILOSOFIA
Nascido em Osasco (SP), em 1972, Leandro Prado cresceu e viveu até o início dos anos 2000 em Embu das Artes, onde reside sua família nuclear. Começou a se interessar por esculturas desde seus oito anos de idade, quando via artistas de Embu trabalhando no Largo 21 de Abril. Observava especialmente trabalhos do mestre Gama, que esculpia na frente da Padaria Sonim. A imagem que mais lhe chamou a atenção foi uma corrente, feita pelo mestre, toda esculpida numa única peça de madeira. Como fazer aquilo? Sem soldar? Escavar e tirar excessos para formar o elo de cada corrente... Era algo realmente encantador.
Um dia o menino curioso teve acesso a retalhos de Pau Brasil, sobras do trabalho do mestre Agenor... E então levou aquelas cascas para casa e entalhou uma grávida ajoelhada, de perfil. Foi sua primeira escultura. A partir daí foi em busca de aperfeiçoamento do dom que percebeu ter. As técnicas para esculpir madeira e pedra foram aprendidas com artistas como Carlos de Almeida, Jessé D.C. e Mauro Cunha (hoje em outro plano). O trabalho profissional foi assumido mesmo em 2012, quando Leandro Prado já residia no interior paulista, cidade de Bauru (SP), e decidiu abandonar suas outras atuações profissionais para viver exclusivamente do ofício de escultor.
A formação técnica em Ajustagem Mecânica (sua primeira formação, aos 14 anos), pelo SENAI, contribui para o olhar preciso do artista para medidas e proporções das peças esculpidas. E os dois anos de graduação em Turismo lhe trouxeram a certeza de que o seu caminho do coração era mesmo a arte sustentável.
Embora esculpa também em pedras, hoje o trabalho de Leandro Prado está voltado prioritariamente para a madeira num conceito central de arte sustentável. Madeiras descartadas por meio de podas preventivas e quedas naturais e até mesmo de cortes irresponsáveis são recolhidas pelo escultor em ruas e praças da cidade bem como em áreas rurais da região. E o que poderia ser considerado “lixo” ganha formas e linhas pelas mãos do artista. “A arte sustentável é a linha de frente do nosso trabalho e sempre ficamos muito felizes quando conseguimos transformar algo que poderia ser considerado lixo em conceito artístico, expressando infinitos sentimentos”, destaca Leandro Prado. “Quando reaproveitamos um tronco temos a chance de gerar arte respeitando todas as marcas, curvas e feridas da mãe natureza, porque a madeira é viva e sempre deve celebrar o dom da vida”, finaliza.
> Confira reportagem na TV Record Paulista.